Leia este artigo e entenda qual o melhor contrato de plano de saúde para você e sua família. Quais suas vantagens?

O sistema de saúde público no país é caótico. Definitivamente não presta um bom serviço à população. Entretanto, será que o sistema de saúde suplementar, aquele em que atuam as operadoras dos planos de saúde privados, é bom?

No sistema privado, atualmente há duas formas de contrato:

  1. Plano Individuais ou Familiares;
  2. Planos Coletivos.

Os planos individuais ou familiares quase não são mais vistos no mercado. Representam a minoria dos contratos, cerca de 10% a 30%, conforme se nota da pesquisa do MP/SP. Veja aqui.

Os consumidores hoje já não conseguem mais comprá-los, e os corretores só vendem os contratos coletivos.

Isso ocorre por um simples motivo: a falta de regulamentação do Estado, que, enquanto atua para equilibrar a relação entre consumidores e operadoras nos contratos individuais, quase não intervém nos contratos coletivos.

Verifica-se que principalmente na aplicação de reajustes ao contratos coletivos é que o Estado (ANS) é mais omisso.

A agência reguladora estabelece o índice de reajuste anual dos contratos individuais e deixa a cargo das operadoras os índices dos contratos coletivos.

Ou seja, elas prestam o serviço, e estabelecem os preços e reajustes que querem.

Por isso, hoje, se o consumidor for adquirir um plano novo, vai perceber que o individual custará até o triplo do coletivo. O que os leva a optar pelo último.

O que se alega pela ANS é que a entidade não intervém nestes planos porque os consumidores não estão em situação de desigualdade com as operadoras na hora de tratar dos reajustes.

Isto porque os contratos coletivos são adquiridos por um determinado grupo, que pode ser de integrantes de uma mesma empresa ou grupo empresarial, de um sindicato, ou de uma associação.

Segundo o governo, estas pessoas unidas através de uma Administradora de Benefícios teriam a força semelhante às operadoras, inclusive com a expectativa de conseguir reajustes menores do que os praticados pelos planos individuais.

Mas na prática o que se vê é bem diferente disto. As comparações demonstram que, na média, os reajustes dos planos coletivos sempre são maiores, e muitas vezes abusivos, em torno de 50%, 100%.

Para piorar, não existe auditoria sobre os gastos apresentados pelas operadoras como fundamento para os índices aplicados.

Por isso, é muito importante que o consumidor cobre sempre explicações do seu plano, para que no futuro, após vários reajustes abusivos, não venha a perder o seu plano por falta de pagamento.

Uma das maiores críticas ao sistema de saúde no Brasil é justamente esta. Muitas vezes as pessoas começam a pagar seus plano jovens, ainda na sua fase produtiva, quando ganham mais dinheiro.

Porém, com o tempo e a idade, os reajustes abusivos começam a onerar demais os consumidores, que se aposentam, perdem parte de sua renda, e acabam inadimplentes.

Desta forma, quando estão com mais idade e no momento de usar os serviços de saúde, acabam sendo “expulsos” graças aos reajustes aplicados, passando a onerar ainda mais o SUS (sistema público de saúde), que acaba ainda mais inflado.

Sugerimos que, assim que haja alguma desconfiança, procure um advogado especialista na área pare tratar do assunto e conseguir, se for o caso a redução das mensalidades.

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